Continuando com a busca pela memória de acontecimentos que marcaram a infância nos anos 80 e 90, lembrei do famoso sorvete seco (conheci por esse nome). Sempre que saia com minha mãe para fazer um passeio, na volta passávamos num barzinho próximo à casa e ganhava o tal sorvete, que ainda vinha com um balão (bexiga) para encher...
Anos mais tarde costumava sair para jogar fliperama, pois os videogames ainda não eram populares. Sempre tinha um monte de garotos jogando ou ficando em volta para ver. Muitas vezes eles atrapalhavam, normalmente os mais velhos... tempos difíceis de criança, mas a vontade de jogar era imensa. Não podia comprar muitas fichas, então tinha que aproveitar os poucos jogos... Normalmente era Street Fighter que jogava...
Dos programas infantis que costuma assistir era o da Angélica, da Xuxa, mas os mais interessantes e eduativos eram o X - tudo e o mundo de Beckman, posso estar enganado, mas ambos passavam na TV Cultura. O problema era que durante um período eles passavam no mesmo horário que as novelas e daí era preciso negociação em casa para poder assistir. Aprendi muitas coisas assistindo esses dois programas.
Falando em novela, assisti muitas durante a infância: Rainha da Sucata, Roque Santeiro, Pedra sobre Pedra, Barriga de Aluguel, Rei do Gado, A viagem.
Mas uma que marcou mesmo e fazia o imaginário trabalhar era a novela Vamp. A história passava em Armação dos Anjos, litoral do estado do Rio de Janeiro, o capitão
reformado Jonas Rocha, viúvo com seis filhos, casa-se com a
historiadora Carmem Maura, também viúva e com seis filhos. Eles terão
problemas inéditos, além daqueles comuns a uma família numerosa, ao
entrar em contato com os vampiros que assolam a cidade com a chegada
da famosa cantora Natasha para a gravação de um clipe.
Natasha, uma cantora de rock, vendeu sua alma ao terrível conde
Vladymir Polanski, chefe dos vampiros, para brilhar na carreira. Mas
ele descobre que em encarnações passadas ela era Eugênia, o seu amor,
que preferiu ficar com Rocha, a outra vida do capitão Jonas. O conde
passa então a perseguir Natasha e a família do capitão, inclusive
usando de seus poderes para envolver Carmem Maura.
Natasha, por sua vez, quer destruir Vlad para se livrar de sua
maldição. A única arma de que dispõe para isso é a Cruz de São
Sebastião, que está escondida em algum lugar em Armação dos Anjos. A
cruz deve ser manejada por um homem chamado "Rocha". O herói é portanto
o capitão Jonas.
Também está em Armação o bandido Jurandir, fugindo de Cachorrão, um
líder de marginais que Jurandir assaltou por engano. Na cidade, ele se
esconde nas vestes de um padre, fica amigo da garotada e recebe o
apelido de "Padre Garotão". A batina, no entanto, não é tropeço para
seu louco namoro com Marina, a protegida de Cachorrão.

O poder é de voceis!!! |
Muita, mas muita coisa mesmo consigo lembrar e daria várias outras postagens.
Mas vou fechar essa síntese da infância com algumas lembranças de músicas que tocavam na época e a criançada adorava:
Mamonas Assassinas
Tiririca, com a música Florentina:
Gabriel o pensador, em especial Estudo Errado
Passei pra dar um ôi e desejar uma semana abençoada!Parabéns pelas memórias! Adorei! Bjnho!
ResponderExcluirElaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/
Nossa, os doces dessa época eram d+. O sorvete seco foi um sucesso. Eu também gostava muito do canudo de leite, o qual eu chamava de "nariz entupido", pelo nome não parece bom... mas é uma delícia.
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